quinta-feira, 31 de março de 2011

22:50 do 24 de Abril- a 1°acção, de Abril: Andrade Silva, Capitão de Abril e a prisão do Comandante em Vendas Novas

22:50 do 24 de Abril- a 1°acção, de Abril:  Andrade Silva, Capitão de Abril e a prisão do Comandante em Vendas Novas

PROLIFERAÇÃO DE PÁGINAS E GRUPOS: VÃ VAIDADE OU FALTA DE CONTROLE DA ANSIEDADE OU REVOLUÇÃO?



PROLIFERAÇÃO DE PÁGINAS E GRUPOS: VÃ VAIDADE OU FALTA DE CONTROLE DA ANSIEDADE OU REVOLUÇÃO?


A nova página Plataforma Democracia Directa Portugal

Além da grande multiplicação de grupos e subgrupos que só se podem destruir uns aos outros numa competição letal, este apresenta uma característica totalmente incompatível com qualquer projecto de democracia directa que é ser fechado.

Em Portugal já se trabalhou muito, e bem, num projecto de democracia directa em tempo real e não no ciberespaço e a sua característica fundamental era a total abertura.

Trabalhei neste projecto, através da aliança do POVO-MFA. Hoje, em Março de 2011,  um dos seus proponentes, Otelo  Saraiva de Carvalho, diz que era irrealista.

 Se era ou não, não sei, mas sei que por pressão dos americanos, desajustamento ao país e um grande ódio da burguesia e das classes possidentes representadas pelas forças militares suas aliadas, o projecto foi morto ainda no berço, em 25 de Novembro 75.

De qualquer modo todo este experimentalismo e formação nervosa de grupos e mais grupos revela algo de positivo se não for movido pela vaidade, mas estando muitas das mesmas pessoas nos vários grupos não seria de começar a haver alguma concentração de esforços, por exemplo o que tem este grupo de diferente do que propõe o mesmo através de uma concentração por tempo indeterminado junto a Assembleia da República a partir de 1 de Abril?

Seria bom reflectir que o jogo politico real não é da mesma natureza que o jogos de computador de estratégia, pelo simples facto de que as pessoas não são seres cibernéticos são pessoas que sentem e pensam e se sentirem usados por algum jogador de computador, podem chatear-se com os que as pretendem usar num jogo que pode ser LETAL, para elas e para a grande VITÓRIA do 25 de ABRIL  74  - A LIBERDADE.

De qualquer modo seria importante não perder de vista que a REVOLUÇÃO ÁRABE está no patamar civilizacional do 25 de Abril 74, ou seja a luta nos países jovens ( média de idade 20 e poucos anos, em Portugal é de quase 40, e com um esperança de vida talvez a rondar os 50, 60, em Portugal é de 80 anos ) é pela LIBERDADE, eles vivem  generalizadamente no limiar da pobreza, em regimes ditatoriais. Quando há pouca mais de um visitei Marrocos, com o seu salários médios ao nível dos 200€, considerei  aquele país como um campo de extermínio a céu aberto.

Da minha parte acreditando nos jovens, sabendo que eles como nós no 25 de Abril 74 serão os motores da transformação social, não tomarei a posição desvairada de aplaudir acriticamente o que deve ser pensado maturamente, só para parecer jovem de espírito, mas tonto.

PS: Coloquei este comentário naquela página, após o que deixei de ter acesso à dita, se forem  os administradores a cortarem o acesso, logo se vê que "gandes" democratas são.
Andrade da Silva

quarta-feira, 30 de março de 2011

A TERTÚLIA DOS ANCIÃOS DO SÉCULO


 A TERTÚLIA DOS ANCIÃOS DO SÉCULO

A tertúlia de ontem, dia 28 de Março 2011, do programa “prós e contras” da RTP1, foi uma boa tertúlia cultural de vencidos da vida, ou vitoriosos, caso do Sr. Salgueiro e do Padre.
Em vez de falarem de generalidades poderiam ter falado do que talvez mais saibam ou não: da vergonhosa aplicação do protocolo de Bolonha, nada mudaram e, na maior parte dos casos, dividiram as licenciaturas em dois ciclos e tornaram o 2ºciclo caro, desvalorizaram as licenciaturas, e loucamente equiparam licenciaturas de 3 anos às de 5; poderiam ter falado do planeamento estratégico para as competências do país; deveriam ter falado como a universidade se deve abrir à sociedade empresarial; poderiam ter falado em que áreas de ponta e na cauda industrial se podia investir mais em investigação, nisto ficaram a grande distância dos seus pares académicos, que em 1970-73 faziam parte da equipa de Marcelo Caetano (estou a ler os editoriais do jornal do comércio do período de 70-73, azar para estes doutos); podiam ter falado no sistema de selecção para as faculdades baseado nos resultados académicos, mas também em competências; poderiam ter falado como se retira das universidades os chicos espertos que não lêem as provas dos alunos, mas atribuem uma nota, também conheço professores destes; poderiam ter falado da avaliação dos professores que muitas vezes pré-senis lá se mantêm a dar aulas (conheço alguns incompetentes, sei os seus nomes, fui aluno durante 10 anos, tive cerca de 100 professores); dizem que os políticos dizem uma coisa e no dia seguinte outra, alguns deles também, com a agravante de ser em matéria cientifica; poderiam ter falado da falta de qualidade e utilidade de algumas teses de doutoramento etc. etc..
Aflorou  José Gil a questão de que os alunos são inteligentes , mas não desenvolvem a sua capacidade criativa, pudera ! Eles próprios, os professores, em muitos casos são medianos e castram qualquer criatividade. Tive cadeiras em que o professor se recusava a avaliar trabalhos, porque estavam fora de um dado âmbito da disciplina, e porque a sua aceitação ponha em causa uns dados protocolos que no Centro de Estudos Africanos do ISTCE, à altura, se estariam a fazer com países africanos etc.
Ainda falou o filósofo José Gil que um indivíduo é mais que ele próprio, claro, que é atingido por mil forças quando realiza um acto criativo, brilhante. Mas como se converte esta força em energia útil para fazer a destruição criativa do nosso tecido politico putrefacto. A sociedade está num estado comatoso, devido ao facto de viver há muitos anos a paredes meias com um pântano.
Mas brilhante foi o padre ao propor resignação à vontade de Deus. Claro que muitos de nós concordamos que as catedrais hoje são os centros comerciais e, que, isso, resulta de um comportamento compulsivo que leva as almas para o inferno e as contas do estado para o abismo, que uma vez mais refiro se iniciou em 1971, como os dignitários de então o denunciam, mormente Américo Tomás no discurso de ano novo de 1973, subordinado ao tema: o Caminho do Caos e o caminho da ordem”, onde, nitidamente se faz a apologia da exiguidade desenvolvimentista para evitar a toxicodependência, a pornografia e o roubo etc. .
Todavia o que há a fazer antes de mais é estabelecer o Rendimento Máximo Admissível, recuperando uma certa moralidade que existiu até 1980, em que os rendimentos dos gestores eram no máximo 30 vezes superiores aos rendimentos médios dos outros trabalhadores, hoje, atingem a cifra imoral de 300 a mil vezes ou mais superiores.
Em vez de dizerem que todos temos de pagar a crise, podia o Sr. Salgueiro ou outros dizerem como isso se faz através da justiça fiscal, poderiam até referirem-se aos EUA. etc. etc..
Enfim, uma tertúlia velha com ideias e dúvidas sobre o que seria a mobilização de Portugal, muito comuns a outras tertúlias de académicos do governo de Marcelo Caetano de 1970 a 73. Nada de novo. Lídia Jorge diz que isto está tudo podre, mas não se expõe, não se oferece para encabeçar ou apoiar qualquer movimento de regeneração, deixa isso,  e muito bem, entregue aos jovens e não só, que marcharam ao som de uma canção, mas hoje na sua página do facebook limitam os comentários  a alguns e passaram de grupo aberto a fechado, mas disto a Sra. Lídia Jorge nada sabe.
 É preciso investigar, dá trabalho, é ser otário, é uma chatice, e, ainda por cima,  uma pessoa aborrece-se e tem de chamar os bois pelos nomes: snobes, elitistas, totalitários, com tiques fascistas, etc. Ora para quem gosta de ser cordato e não se comprometer, isto, é o cabo dos trabalhos. Só otários, poetas, heróis ou loucos se dão a estas coisas.
PUDERA!... coisas…
andrade da silva

segunda-feira, 28 de março de 2011

IR A ROMA E VER O PAPA

Nota: Como tinha previsto no meu último texto antes de ir para Roma, que ao chegar ao pântano português ia estar mais pantanoso, e aí está.

Andei por Roma, e vi o Papa, nas suas habituais recepções ao ar livre para os fiéis e outros, como seja o meu caso.

Lá de longe e mesmo pela imagem transmitida pelos grandes écrans parece uma figura com alguma fragilidade, própria dos seus 84 anos, e, assim, como um bom avozinho ia lendo mensagens em diversas línguas para os diversos peregrinos, sobretudo jovens que logo faziam grande barulho a dizerem que ali estavam, quando as suas escolas eram citadas. A mesma juventude Universal, bela, generosa.


Nos textos o Papa falava-lhes de personagens históricas das suas terras e dos valores cristãos que sempre defenderam, supostamente sempre, o amor, a fraternidade, o trabalho. Não sei se os jovens o escutavam, mas estavam lá, e sempre muito inquietos e nas suas brincadeiras costumeiras com os outros.


Mas ao olhar para aquele papa não pude abstrair-me da imponência daqueles monumentos, de toda a estrutura administrativa de poder do Vaticano que na sua grandeza se continua a perpetuar, como capital de um grande império religioso, e, assim, um homem frágil pode ser o sucessor de outros que não o foram, e determinar de um modo tão forte o destino de muitos milhões de pessoas.


De facto, contrariamente, ao que alguns afirmam as religiões não são uma forma de ignorância activa, muito pelo contrário, são um grande desenvolvimento do saber fantástico, a que se associa todo o peso e eficácia da semiótica e do deslumbramento e esmagamento da pompa material para seduzirem e, ou aprisionarem as almas sem qualquer saída possível.


O museu do Vaticano tem dimensões modestas, quando comparado com o Louvre, mas é uma bela jóia, e revela a mecânica, como todos os príncipes do poder, e, sobretudo os déspotas perpetuam o seu poder, recorrendo ao culto dos mortos para se glorificarem. Neste culto têm especial destaque os pobres pelintras dos mártires, como: Pedro, crucificado de cabeça para baixo para se distinguir do seu mestre e Paulo decepado. Para além deles os imponentes papas, merecendo uma especial atenção João Paulo II. O bom Papa João XXIII, lá está, solitário, dentro da Basílica e com pouca gente junto dele. Perante a sua memória e bondade me curvo.


Na Capela Sistina lá se fica a saber que Miguel Ângelo não era pintor, mas foi induzido a aprender para pintar o tecto da capela, segundo um dado método de polvilhamento, e pasme-se, o grande Miguel Ângelo, que detestava o secretário do papa, lá colocou a sua cara numa alma penada nos infernos, no canto inferior esquerdo da pintura, e para maior punição daquele personagem, para si hostil, colocou-lhe uma serpente na cintura. Genial e grande Miguel Ângelo, só por isto valeu a pena ir a Roma para homenagear este grande e emotivo artista. Se soubesse, quanta gente pintava no Inferno com serpentes, desde os salazares, aos pinochet's, mas sobretudo os hipócritas e cínicos de hoje que ainda se dizem pais da democracia e amigos do povo, dos plebeus, quando os traíram vergonhosamente, ou os sangram.


Para além disto Roma é o Coliseu, o monumento o Altar da Pátria, o Forum romano, onde, Júlio César, um ditador, foi assassinado, os ditadores e as ditaduras um dia acabam, tão certo é, que o escribas do jornal do Comércio, o diziam em 1972/73, sem se aperceberem que viviam numa ditadura, o que, é hoje comum a muitos portugueses sujeitos a verdadeiras ditaduras dentro das suas organizações de pertença, e de nada se apercebem. Como é bom ser cego!


Mas Roma também é o Panteão, e muitas praças com os seus obeliscos a publicitarem cada vez mais a expansão do poder papal, depois da conversão do imperador Constantino IV ao catolicismo.


Roma de facto foi a capital de um império, mas pelo menos mais honesta que a Grécia na pintura dos feios e dos aleijados. Na Grécia só se pintavam Vénus e David, em Roma, também um feio poderia ser pintado, e Roma continua a ser a capital do Império religioso Católico.


Em Roma também impressiona os milhares e milhares de turistas que enchem aquelas ruas e que pagam 2 € por cada noite que lá passam até o máximo de 10, para a conservação daquele património, e as viaturas pesadas cerca de 150€/ dia. Medidas de sábia gestão que se não forem para os padrinhos é justo e adequado.


Nesta viagem fui na companhia de 104 portugueses do Norte e de cá do Sul, até Setúbal, gente toda com mais de 50 anos, de diversos estratos sociais, mas a maioria plebeus, o 3º estado, a que também me honro de pertencer por questão de nascimento e de opção, mas como gostaria de ver tanto burguês que fala do povo-plebeu, posto anonimamente no meio das gentes num sel-service, ao pequeno almoço, com todas as máquinas de café, leite e sumos avariadas, numa confusão e empurrões e encontrões com as sandes a saírem dos tabuleiros e a caírem no chão. Como gostaria de ver esses hipócritas nestas cenas, que sempre que se deslocam, para os lugares onde está o povo anunciam o sua chegada e percorrem todos os espaços sobre tapetes, para não sujarem os seus sapatinhos.


Durante a viagem soube-se na quarta-feira da queda do Governo. Muito poucos lamentaram essa mais que esperada queda, poucos a festejaram, mas muitos sentiram-se aliviados, porque associam a Sócrates uma imagem muito pesada de falta de credibilidade e os PEC, ficou estabelecida a ideia que os PEC jamais teriam fim, com Sócrates.


Todavia para além dos poucos fervorosos adeptos de Sócrates e de Passos Coelho, o que mais se sentia era por parte de muitos indiferença e de outros a convicção que tudo vai ser pior, mais grave, independentemente da alternância no poder. Sente-se este peso da falta de alternativa que, como era esperado, de acordo com as leis sociológicas da regularidade, se começam a desenhar, e que escrevi no meu último texto.


Senti a amizade e a simplicidade destas pessoas e a tristeza profunda materializada num velhote de 82 anos, em que a mulher companheira de todos os momentos e destas andanças morreu há 3 meses. Choro a sua dor e fiquei muito impressionado com a sua tristeza.


Foi bom ter vivido estes dias, por sinal de bom tempo, agora regresso e estamos num inverno total, como em 1975, em 1973, em 1926, ou em 1910. O cinismo, a mentira, a luta entre galos, os ditadores residuais, o salazarismo das organizações e do estado, vão matar a liberdade, Abril e, sobretudo o POVO.


andrade da silva


PS: Que pena que tão poucos leiam estes textos e pior os oiçam, mas infelizmente por se passar ao lado de tanta coisa e ouvirem e acreditarem nos mesmos maus líderes, de erro em erro, iremos parar aos infernos, e já não faltará assim tanto.

Universal Urgência Marília Gonçalves

um ramo de legumes?


Universal Urgência

Inútil pão doutro dia
nos olhos de ver morrer!
Quem pode ter alegria
por a semente prender?

Vendavais! Levem o muro
que prende o pão de amanhã.
Sementeira do futuro
a negar a vida vã.

Só quando livre a seara
crescer em pão mundial
a manhã será mais clara
nas margens do ideal.

Quando fluente o olhar
vier poisar de mansinho
na forma do verbo amar
pelas curvas do caminho

Nós então seremos povo
seremos gente a valer
semente do homem novo
que de nós há-de nascer!

Marília Gonçalves

ZECA AFONSO Traz Outro Amigo Também


ZECA AFONSO
Traz outro amigo também

Amigo
Maior que o pensamento
Por essa estrada amigo vem
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também

Em terras
Em todas as fronteiras
Seja bem-vindo quem vier por bem
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também

Aqueles
Aqueles que ficaram
(Em toda a parte todo o mundo tem)
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também

“Nunca pensei viver…” Jorge de Sena

 

Nunca pensei viver para ver isto:
a liberdade – (e as promessas de liberdade)
restauradas. Não, na verdade, eu não pensava
- no negro desespero sem esperança viva -
que isto acontecesse realmente. Aconteceu.
E agora, meu general?
Tantos morreram de opressão ou de amargura,
tantos se exilaram ou foram exilados,
tantos viveram um dia-a-dia cínico e magoado,
tantos se calaram, tantos deixaram de escrever,
tantos desaprenderam que a liberdade existe-
E agora, povo português?
Essas promessas – há que fazer depressa
que o povo as entenda, creia mais em si mesmo
do que nelas, porque elas só nele se realizam
e por ele. Há que, por todos os meios,
abrir as portas e as janelas cerradas quase cinquenta anos -
E agora, meu general?
E tu povo, em nome de quem sempre se falou,
ouvir-se-á a tua voz firme por sobre os clamores
com que saúdas as promessas de liberdade ?
Tomarás nas tuas mãos, com serenidade e coragem,
aquilo que, numa hora única, te prometem ?
E agora, povo português?
Jorge de Sena
Obras de Jorge de Sena 40 anos de servidão. Lisboa: Morees, 1979

sexta-feira, 25 de março de 2011

Latitudes a Revista da Lusofonia lança SOS



INFORMATION / INVITATION

Ce n’est pas avec plaisir que nous, revue Latitudes,
vous sollicitons ; nous vivons plutôt cet appel comme une contrainte !
Mais c’est bien la première fois depuis sa création  en 1997 que la
revue traverse une difficulté financière aussi importante, au point de
mettre en cause sa propre existence, si un élan de solidarité de la part
de ses plus proches collaborateurs et amis ne se manifeste pour
contrarier les effets de la crise.
Latitudes remercie l’Association « Casa dos Arcos de Valdevez » pour son initiative de soutien.

L’association
“Casa dos Arcos de Valdevez en Région Parisienne” a programmé une
journée culturelle pour le 15 mai 2011, à St. Maur-des-Fossés.
Des écrivains et des peintres portugais résidant en France y présenteront leurs œuvres.

Aussi, dans le cadre de cette activité culturelle , la veille, samedi 14 mai, dans la même salle, où seront déjà
en
exposition les œuvres des peintres, l’Association organise un repas
convivial  dont le bénéfice sera versé en solidarité à la revue « 
Latitudes Cahiers-Lusophones ».

Latitudes invite ses amis à y participer nombreux.

Local : Salle des Associations à St. Maur-des-Fossés, rue du Marechal Lyautey.

Coût : 20 €

Un exemplaire de l’un des précédents numéros de la revue sera offert sur place à chaque participant.
Le groupe de théâtre de l’Association présentera la revue « Latitudes »
sous une forme théâtrale. Des responsables de la revue présents
pourront expliquer, si nécessaire, les buts d’affirmation des cultures
lusophones en France entrepris depuis 1997 par la revue.
Le nombre de participants sera limité à 100 personnes.
Seront donc acceptés les premiers 100 inscrits.

Possibilité d’inscription :
Tel.  : José Barros – 06 60 72 35 13
Ou Casa dos Arcos – Carlos Costa: 06 13 16 96 71


Date limite d’Inscription pour le repas: Dimanche 8 Mai 2011

N.B.  
C’eux
qui pour des raisons diverses, aussi parce qu’ils sont absents de la
région ce jour là peuvent manifester leur solidarité en envoyant un
chèque à « 
Latitudes » à l’adresse : Association « Cahiers Lusophones »
75, rue de Bagnolet – 75020 Paris




A Revista Latitudes em Perigo


Latitudes a Revista que defende a Lusofonia, corre perigo, por dificuldades financeiras

A revista ”Latitudes”, de reconhecida qualidade,

...contacto: latitudes.cl@neuf.fr

Não pode calar a sua voz..




Envio este apelo à solidariedade para com a revista “Latitudes”. De entre os que quiserem, e poderem, juntar-se a nós na refeição que a “Casa dos Arcos de Valdevez”, com sede em St. Maur des Fossés, organiza no próximo dia 14 de Maio de 2011, são muito bem-vindos. A Associação quer garantir uma noite num ambiente popular. Para isso a inscrição prévia é necessária porque os lugares são contados. (Ver documento junto).


Peço também o favor de enviarem esta informação a todos os vossos contactos.


Obrigado,


José Barros.

Jardim a grande fraude- Caminho






faça ctrl +    para ampliar a imagem

quinta-feira, 24 de março de 2011

O Mundo da Leitura



Portal de Literatura

leia, leia sempre!

Literatura Infantil

Por um Mundo melhor: ofereça Livros


e se o puder fazer: perca livros, uma Associação em França criou este principio: perdermos um livro, propositadamente, incita outras pessoas à Leitura
parece-me uma grande ideia!  se a aprovam, sigam-na, um Livro, mesmo em 2°mão, é sempre um Livro, compre livros, mesmo usados e perca-os. Ajude a transformar as mentalidades e a melhorar Portugal e o Mundo

Marília

quarta-feira, 23 de março de 2011

E, se Abril ficar distante, desta Terra e deste Povo, a nossa força é bastante para fazer UM ABRIL NOVO !

  
25 de Abril Sempre

Hoje, tal como então, ( no vídeo que vos mando) as hienas estão cá a
sugar o sangue de quem trabalha... está na hora de pensar e acreditar
que, "SE ABRIL FICAR DISTANTE, DESTA TERRA E DESTE POVO, A NOSSA FORÇA É
BASTANTE PRA FAZER UM ABRIL NOVO !

http://www.youtube.com/watch?v=okiHjcc32rs




 de Pé por Abril

25 de Abril Sempre 

terça-feira, 22 de março de 2011

Poesia declamada nos cafés do Funchal- novas da Poesia Para o Madeirense ausente






Poesia declamada nos cafés do Funchal




Durante o dia de ontem foram vários os cafés da baixa do Funchal que aceitaram juntar-se às comemorações do Dia Mundial da Poesia — organizadas na Região pela Secretaria Regional de Educação e Cultura (SREC), através da Direcção Regional dos Assuntos Culturais (DRAC) — oferecendo um poema da autoria de poetas madeirenses.
A iniciativa, intitulada “Poesia com Sabor a Café” (e que se prolonga até ao próximo dia 26), foi acompanhada ontem pelas entidades que a organizaram (SREC e DRAC) num dos 12 espaços de restauração que acolheram a ideia.
No local, o secretário regional de Educação e Cultura referiu que esta acção, feita também em parceria com a Associação de Comércio e Indústria do Funchal, teve como principal objectivo «trazer a poesia para a rua», sendo, acima de tudo, «um sinal de atenção para com o dia que se celebra hoje, para o papel da poesia na nossa vida e no nosso dia-a-dia».
Como foram seleccionados apenas autores regionais (27 poetas, num total de 230 poemas), Francisco Fernandes salientou que esta iniciativa foi também pensada para chamar a atenção do público para os poetas madeirenses.
«A divulgação da literatura e, neste caso concreto da poesia, é uma obrigação permanente», defendeu o governante, lembrando que «os poetas madeirenses têm actualmente uma expressão significativa quer em termos nacionais e internacionais», exemplificando com os nomes de José Tolentino Mendonça, José Agostinho Baptista e Herberto Helder.


BREVES

Mercarte dia 26. No próximo sábado haverá mais uma Feira de Arte e Artesanato Artístico da Madeira. Das 09h00 às 18h00, na Praça da Restauração, estarão expostos vários artigos do novo artesanato urbano bem como do artesanato tradicional (com artigos de cabedal, gorros de orelhas, bonecas, paus de poncha, artigos em madeira com embutidos, presépios tradicionais, etc.) que se faz na e para a Região.

Vozes da Nova Cidade. Terá lugar no próximo sábado, pelas 21 horas, no Largo da Igreja Velha, no Caniçal, a primeira gala da 13.ª edição do concurso Vozes da Nova Cidade. Organizado pela Câmara Municipal de Machico e Amigos da Música, este evento vai passar pelas restantes freguesias do concelho, nomeadamente a 9 de Abril em Machico, 24 de Abril no Porto da Cruz, 7 de Maio em Água de Pena e 22 de Maio em Santo António da Serra. A grande final está prevista para o dia 10 de Junho e acontecerá em Machico.






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domingo, 20 de março de 2011

ABRIL NUNCA SERÁ DESISTÊNCIA, MAS….



 

( 25 de Abril 2010 em Airão)


ABRIL NUNCA SERÁ DESISTÊNCIA, MAS….




Vou-me afastar, por uns dias, um pouco, deste pântano, quando regressar ou estaremos na mesma, ou um pouco pior, mas obviamente que sei que qualquer que seja a situação vamos continuar Portugal e Abril, e, isto, não depende só dos partidos e dos militantes, mas sim da coragem e determinação de muitos e muitos milhares de portugueses que nunca se deixarão esmagar pela forças reaccionários, pese embora, o facto de muitos e muito milhares de queridos cidadãos estarem anestesiados pelo mentalismo e por toda uma propaganda de embrutecimento comunicacional, com programas de grande audiência da RTP1, como o preço certo, as casas dos segredos - verdadeiros manicómios - os de pagamento de facturas - já valem alguma coisa por isto - as telenovelas de famílias disfuncionais, que são mesmo coisas labregas, e sinto-o sem ser elitista, burguês ou snobe. Mas o atraso civilizacional de tais programas é de tal ordem que até um cidadão plebeu, como eu, mas com algumas preocupações estéticas sociais e culturais reage com indignação a tais subprodutos.

Não duvido da luta de resistência dos comunistas e muitos cidadãos independentes, bem como do PS, do BE etc, todavia o que faz falta é encontrar o máximo, ou o melhor denominador comum para se poder avançar na realização e concretização do desenvolvimento equitativo que Abril prometeu, e está a regredir, por agora, para os níveis de 2000, mas não se sabe onde vai parar tudo isto, e, sobretudo, assume-se que a actual geração dos jovens de 20 aos 30 anos é para queimar, porque nos próximos 10-15 anos vamos viver em estagnação. Todavia este conformismo e ignomínia não podem ser aceites, e se os empresários não quiserem fazer o que devem, a sociedade e o Estado não podem abandonar estes jovens , nem os idosos, nem ninguém à sua dessorte. A promessa do 25 de Abril é de não deixar ninguém para trás.

Sei que somos muitos para defender e continuar Abril, todavia tem de se fazer politicamente o que deve ser feito, para que tanto desespero e críticas ao actual estado de coisas, quer pelos factores internos, má governação e consumismo desvairado e louco, quer pelos externos, convirjam numa solução politica de Abril, ou seja, melhor democracia participava, melhor liberdade, desenvolvimento justo e equitativo de regiões e pessoas, melhor defesa e promoção da dignidade de todos e de cada um dos concidadãos.

Tudo seria mais fácil se o nosso endividamento fosse bem menor, mas também se não tivesse sido tão letal, como hoje dizia às 12 horas num painel da rádio Renascença alguém, a vacina que Kissinger no 25 de Novembro 75 injectou sobre os movimentos de cidadania que levou os sobreviventes deste trágico acontecimento a duvidarem da eficácia dos seus esforços e do seu papel na história, o que, de um ou de outro modo, induziram nas gerações mais novas.

Contudo, tudo é mudança, porque não mudam os pensamentos dos dirigentes da Esquerda, quanto à possibilidade de não só haver convergência nas acções de protesto, mas também na produção de alternativas políticas para o médio prazo?

Mudem, mudem, mudem e depois de se passar o aperto que regresse cada um à sua perspectiva, de que não interessa que o objecto que preconizam só seja alcançável daqui mil anos. Mas agora interessa convergir para defender as magras carnes do povo de virem ainda a ser expropriados dos subsídios de férias e do natal, conquanto pessoalmente concorde que o subsidio de natal se todos contribuíssem para o bem de Portugal, acima dos 1000, 1500 euros poderia ser congelado, porque aquele dinheiro funciona como um certo pé de meia, na maior parte dos casos, para um despesismo, mesmo esquizofrénico.

Sei que falo no deserto, e sei que com muita dor, fome, vamos continuar a democracia e Abril, só lamento que não seja com mais alegria e mais justiça para 


todos, e por isto grito.

Coisas….

Andrade da silva

PS: Amigas e amigos, até daqui por uns dias. Passem bem.



Amigas e Amigos



Estarei ausente, por algum tempo, entretanto, ficam na boa companhia de Marília.

Deixo-vos uma linda imagem.

Até um dia destes.

Abraços e beijos segundo os costumes.


andrade da silva

sábado, 19 de março de 2011

DESPERTAR O PAÍS, SIM, MAS COMO, ANTES DO DESASTRE? a Voz do Capitão de Abril Andrade Silva






DESPERTAR O PAÍS, SIM, MAS COMO, ANTES DO DESASTRE?

A questão é como se faz o despertador, e como se desperta nas actuais circunstâncias os concidadãos portugueses, diria que só por um milagre, mas estes geralmente favorecem os conservadores, como aconteceu com os segredos de Fátima.

Aqui e agora o que se passa é que há gente que pensa que basta proclamar para que isso aconteça, mas não é verdade; há outros que pensam que se chegarmos à bancarrota o povo se ALEVANTARÁ . É VERDADE, mas não perguntam para que lado, uns pensam num 25 de Abril, mas a maioria (48%) sente-se mais inclinada para o 28 Maio, o que, alguns que proclamam o 25 de Abril, por uma questão de crença ignoram, pensando que assim salvam o 25 de Abril, que numa situação limite não se defenderá só com palavras.

Mas estamos perdidos? Não, mas estaremos se os que servem Abril olharem para o país de um modo surrealista e optimisticamente pensarem que há 3, 4 ou 5 milhões a pensarem como eles. Não é verdade. É uma ilusão perigosa que fará que à queda do Governo PS, suceda um PSD que anuncia muitas medidas melhores que o PS, como o planeamento estratégico para as necessidades do ensino superior, uma secretaria de estado para as PME, o deslocamento da carga fiscal do rendimento para o consumo, quem mais consome que mais pague, e quem consumir bens sumptuosos que ainda pague mais, mas será assim, não está explicado, incentivos a planos de poupança, benefícios para empregadores de gente com mais 50 anos, integrar as empresas municipais na gestão normal das câmaras, substituição de importações, mas depois ao nível politico quer varrer todos os partidos e todos os cidadãos que não sejam maioritários das câmaras, da Assembleia da República, e tem uma sanha privatizadora terrível que de facto não explica como na saúde e na educação não se agravam os vários portugais que já existem, mas com o PSD no poder ninguém se aperceberá de nada, porque, entretanto, toda comunicação social é privatizada, como todos os demais sectores fundamentais, isto é, no global, o Estado é olhado como uma empresa e os cidadãos deixam de terem essa identidade e passam a ser peões no grande jogo do liberalismo internacional.

Mas, então, o que fazer?

Todos sabem, ou revolução ou reforma. As revoluções podem fazer-se com centenas de milhar de cidadãos, mas têm custos elevados, e sobretudo têm de considerar para onde vão. Uma revolução em Portugal que não fosse capaz de bulir com a Alemanha da sra. Merkel e a união europeia do sr. Barroso, seria heróica, mas seria assimilada, ou derrotada pelo garrote financeiro, como aliás pode estar acontecer no Egipto, parece, por ora, muito evidente.

Outra alternativa é exigir e criar condições para que possam chegar ao poder projectos políticos mais alargados pela negociação dos que hoje, sobretudo à esquerda se apresentam e que jogam com o horizonte numérico dos 20 % de eleitores que espantariam a Europa, mas internamente pouco resolveriam em termos do aprofundamento do 25 de Abril, mas que em qualquer circunstância serão uma barreira fundamental da resistência, para que Abril sobreviva.

É preciso entender claramente que nenhum partido à esquerda do PS poderá sozinho ou coligado, sem conquistar largos milhões ( mais de 2 milhões) de eleitores alterar de um modo significativo o xadrez politico. E, onde estão estes milhões? Nos milhões que se abstêm que não podem ser objecto do mesmo tipo de acção que os militantes.

A esquerda precisa de demonstrar e fazer crer que não defende modelos de sociedade que levam ao empobrecimento de todos, a regimes sem liberdade, a estados que matam com exércitos e aviões o povo sublevado, e nós não nos podemos esquecer que os fascistas também queriam limpar as ruas com uns aviões, havia era muita gente nas ruas e eles recuaram.

Quem usa métodos tais não pode ser defendido, e dá, obviamente, de mão beijada uma vitória ao capitalismo internacional, mas eles, os que cometem crimes contra a humanidade e todos os seus cúmplices durante muitos anos são os responsáveis pelos desastres que estamos e teremos ainda de suportar.

Para chegar ao povo é preciso ouvi-lo, falar claro, ser tolerante, aceitar a sua cultura e ir mudando o seu comportamento, através do exemplo, e aqui, as organizações de esquerda e os sindicatos falham, quando estes não têm pudor em entrarem nos negócios rentáveis do capitalismo, como as seguradoras, não entram no mutualismo ou em acções de solidariedade activa com uma dimensão significava, como por exemplo faz a Igreja Católica entre nós, ou o HAMAS no Líbano, e, por isto, ganha eleições com maiorias. Mas porque este recalcamento, não entendo?

Claro que para além disto, como a democracia consente e, bem, cada um poderá manter-se nos seus redutos, e dizer que quando o povo quiser assumirão as suas responsabilidades, o que, está correcto, mas que deve merecer uma outra reflexão, que é a de que se nada de diferente fizerem, o voto significativo do povo não vai chegar brevemente.

Também na sociedade há dadas regularidades que os sociólogos estudam e quase se constituem como leis, assim, de acordo com esta regularidade o que é expectável, é que o PSD seja o próximo governo, mas que não deverá ter maioria e a Alemanha dirá que têm de governar com o PS, aliás, o PS já fez muita coisa cruel que o próximo governo vai manter como, por exemplo os cortes nos vencimentos, que eram as medidas propostas por Medina Carreira, Hernani Lopes e outros que dizem que os nossos vencimentos estão inflacionados de 15%, o que é verdade, não porque sejam grandes, mas porque o país só produz despesa. Todavia esquecem aqueles economistas e políticos do ruído que se os vencimentos médios de 600, 700 € estão inflacionados de 15%, os deles estão centenas de vezes, e os dos senhores da EDP e PT com os seus 200 mil/ euros mês, obtidos porque nos taxam sem nenhum limite, estão inflacionados milhares de milhares de vezes, mas isto eles não dizem, mas como diria o Sr. Nogueira Leite é uma mera questão de aritmética

Concluindo é preciso ouvir o povo e negociar soluções com ele, e deixar de olhar os cidadãos como se tivessem de entender do mesmo modo como os militantes absorvem as palavras dos seus secretários-gerais, ou serem amigos de quem eles são, e não deviam ser, quer à esquerda quer á direita. De facto se não se entende a amizade com Kadhafi, como se pode entender a amizade com Bush, até são muito parecidos nas suas atitudes e discursos sem nexo e nas guerras que declaram!

Mas até que tudo isto seja possível muita dor e desgraça por aí vai passar, porque se tende a absolutizar o que é parcial. Total e inegociável são a liberdade e a dignidade. Mas quem poderia entender isto? Seria sobretudo o tal povo anónimo a quem estas palavras nunca chegarão, claro.

Andrade da silva.



quinta-feira, 17 de março de 2011

ABUTRES


CORPO EXANGUE, PUTREFACTO,

A ISTO REDUZIRAM ABRIL,

MAS OS ABUTRES OLHAM-TE,

VÊM, POR ENTRE PEDAÇOS

DE MEMBROS DESMEMBRADOS,

UNS OLHOS QUE MEXEM,

UM GRITO QUE ECOA,

É UM PLEBEU,

SOBREVIVE, JÁ NÃO VIVE,

DE PÉ ESTÁ,

MAS TEM DE CAIR.

EI-LO QUE CAI.

ERA O ÚLTIMO

JÁ NADA MAIS HÁ.

SÓ MORTE E ABUTRES.

OS ABUTRES AVANÇAM,

ACABOU-SE A PRIMAVERA,

MAS O POBRE COM FOME,

O SEM ABRIGO SEM HABITAÇÃO

PERGUNTAM,

MAS ONDE ESTEVE,

POR ONDE PASSOU,

ALGUMA PRIMAVERA?


OS ABUTRES E OS VAMPIROS

A CAÍREM, SEMPRE, SEMPRE

SOBRE AS MESMAS CARNES MAGRAS E DESPIDAS.

AGORA, SEGUEM-SE

DISCURSOS, DISCURSOS

PALAVRAS, PALAVRAS

ARROGÂNCIA E LOUCURA.

LOUCOS, LOUCOS,

SÓ MESMO VOCÊS:

HERÓICOS E PATRIOTAS.

PORÉM O POVO

NEM VOS QUER,

NEM VOS DEIXA DE QUERER,

LOGO CONTINUAIS

ATÉ ....


GRITO, GRITO, GRITO....


andrade da silva


PS: Já me referi que por aqui não habita nenhuma reencarnação de Bandarra.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Pela PAZ UM POUCO DE HISTÓRIA DO SAHARA E DOS SAHARAUIS

SAHARAUIS










terça-feira, 15 de março de 2011

MEDIDAS DE EMERGÊNCIA





MEDIDAS DE EMERGÊNCIA PARA O EMPREGO, A (RE)QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL DOS JOVENS E VISÃO PARA O FUTURO.

Nota: a 1º parte deste texto foi enviada para o e-mail dos organizadores da manifestação de 12 de Março. Os que estiverem de acordo partilhem, vão discutindo e divulgando as ideias por onde andam. É preciso trabalhar nas soluções, faço-o de um modo não sectário, aberto, republicano e de elevada convergência, logo…

Antes de se partir para o quer que seja, deve-se fazer um exercício metacognitivo para sabermos donde vimos, onde estamos e porque aqui chegamos e para onde vamos.
Assim, em traços largos, a situação de emergência, de crise, destruição de todo aparelho produtivo e total hipoteca aos bancos nacionais e internacionais a que chegamos, foi produzida por uma politica planeada e comandada do exterior para provocar os efeitos que estamos a viver, de que os governos portugueses foram dedicados executantes , pelo que, a saída deste desastre exige a ultrapassagem do actual modelo económico, politico, social, diplomático, de estilo de vida e profissional, o que, levará um tempo longo, por isso seria importante dividir as acções em dois planos: um de emergência para os próximos 5-10 anos, e um de longo prazo que só poderá ser uma verdadeira Revolução para se sair do actual paradigma.

CURTO PRAZO

PLANOS DE EMERGÊNCIA PARA NO CURTO PRAZO, SE GANHAREM OU NÃO PERDEREM COMPETÊNCIAS, FAZER FRENTE ÀS SITUAÇÕES DE DESESPERO E EVITAR A CRISE/ REVOLTA SOCIAL AO NÍVEL DAS GERAÇÕES DOS JOVENS; DOS SEUS PAIS E AVÓS.
Neste campo para os jovens seria:
- intervir para o imediato aumento, em quantidade e qualidade, dos programas de formação profissional, e estágios profissionais;
- melhoria e avaliação rigorosa de escolas e professores do ensino secundário ao nível das disciplinas matemática, português, física e química, cujos défices são motivo de reprovações sucessivas no Universitário;
- intervir para a melhoria da qualidade do ensino Universitário com avaliação dos respectivos catedráticos em que, em muitos casos perderam as competências mínimas para leccionarem, alguns face à sua idade muito adiantada. Deveriam ser jubilados o mais tardar a partir dos 65 anos de idade, o mesmo para os juízes, e gestores públicos
- para os licenciados desempregados há mais de um ano escolar, bolsas para todos para tirarem o 2ºciclo do ensino superior;
- revisão dos preços do 2ºciclo (mestrados);
- melhor apoio social aos universitários;
- execução imediata de um planeamento estratégico, para um horizonte mínimo de 10 anos, das necessidades profissionais do país;
- induzir, exigir que o IFPE tenha uma atitude mais activa na ajuda à procura do 1º emprego;
- o emprego tenderá a ser precário, mas o trabalho não o deve ser, e todos os trabalhadores devem ter iguais direitos;
- planos de médio prazo para a aquisição de novas competências profissionais dentro ou fora dos sectores onde se exerce a actividade profissional, de modo a que, todos possam acompanhar as mudanças do mercado de trabalho
- imediata diminuição da idade de reforma para os trabalhadores com 36, máximo 40 anos de serviço ou 60 de idade, durante os próximos 5, 10 anos no sector privado e público, mas se não puder ser em ambos, no público teria de ser, com negociação com os trabalhadores activos para uma maior participação para a segurança social ou para caixa de aposentações, de modo a arranjarem-se empregos para os mais novos, em vários sectores mas num muito importante no da docência;
- linhas de micro-crédito para apoio à formação profissional, a actividades no sector da economia e da social, nomeadamente nas actividades de apoio aos mais idosos, na da constituição de empresas unipessoais, sem esquecer a agricultura particularmente no apoio a quintas de produção ecológica, com bastante força de atracção junto de bastantes jovens
- apoio e negociação com países amigos na área da emigração jovem;
- na actual situação de crise e até à reindustrailização do país, o Estado terá de ter um grande papel ao nível do emprego jovem, sem a vinculação definitiva,
- mudar os estilos profissionais, dado que, hoje, a carreira profissional englobará vários empregos e muitas outras actividades remuneradas e não remuneradas;
- apoios fiscais significativos às empresas geradoras de novos empregos, com vantagens em igualdade de circunstâncias técnicas nos concursos do estado.
LONGO PRAZO

Exige uma enumeração mais aprofundada, por se tratar duma verdadeira revolução em quase todo os sectores da vida portuguesa, que não cabe agora e aqui tratar, mas em breve enumeração referirei:
reindustrialização do país, para produtos para a exportação, mas também para o mercado interno; Reforma Agrária na perspectiva agro-industrial; regulação da actividade da banca a nível Nacional e lutar para o mesmo objectivo a nível Europeu; uma diplomacia activa pela paz e a democracia; combate á corrupção que deve equivaler a 13% do PIB; combate à economia paralela que deve ser 23% do PIB; financiamento adequado da escola púbica e do serviço nacional de saúde com a participação dos cidadãos; atribuição de prioridades aos investimentos públicos produtivos; justiça fiscal; extinção dos paraísos fiscais; alteração das leis para julgamentos rápidos com prisão efectiva dos crimes de colarinho branco, com arrastamento dos bens, produto de acções ilícitas e anulação das transacções desses bens para terceiros esposas, filhos ou outros; criação de uma autoridade administrativa que avalie e suspenda preventiva ou definitivamente dos cargos públicos de nomeação ou eleição os indiciados, e pior os julgados em 1ºinstaãncia por crimes de corrupção no exercício das suas actividades públicas; regulação da actividade da passagem de terrenos com aptidão agrícola a urbana; equacionar uma politica de ordenamento do território que corrija as assimetrias com a obrigação de haver transferências financeiras das zonas mais desenvolvidas para as mais pobres para as desenvolver e não criar um sistema de parasitismo, isto com ou sem regionalização; alteração das leis eleitoras de modo a responsabilizar os deputado perante os eleitores; desenvolvimento do economia social, nomeadamente no apoio aos idosos; melhores politicas de reinserção social , de combate à exclusão e de protecção das crianças vítimas muitas vezes de maus tratos e violência no seio da família; politicas de serviço público das TV que efectivem uma informação plural, o que, está muito longe de acontecer; venda no mercado internacional de equipamentos bélicos ou outros que não sejam necessários à defesa da independência nacional ou ao desenvolvimento do país; indexação dos vencimentos dos gestores públicos ao vencimento do Presidente da República; politicas de defesa do ambiente; mobilização dos cidadãos para actividade de cidadania ao nível local, regional e nacional; abertura da governação aos orçamentos realmente participados pelos deputados e pela cidadania; criação de um ambiente verdadeiramente democrático em que os governos reconheçam que o cidadãos têm o direito a serem informados, e os governos o dever a informarem com verdade sobre as situações que o país vai atravessando no campo económico e social, bem como das causas e de quais os resultados esperados com as medidas que se tomam, referindo a sua calendarização, sendo que a prova de má fé ou mentira na informação deve ser motivo de demissão do governo; uma nova atitude face à União Europeia que exija a que a Alemanha e a França sejam solidárias com países periféricos Etc.
Todas estas politicas podem e devem ser implementadas por verdadeiros patriotas e estadistas com visão de futuro


andrade da silva

Apelo:
PARTLHEM DIVULGUEM AS IDEIAS POR ONDE ANDAM. É preciso trabalhar nas soluções.
Quem estiver de acordo e subscrever o texto que o remeta para o Presidente da República, o governo, a Assembleia da República. Fiz a minha parte. Quem em consciência achar que deve fazer a sua, porque espera.

segunda-feira, 14 de março de 2011

100 ANOS DO DIA DA MULHER & 90 ANOS DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS






100 ANOS DO DIA DA MULHER & 90 ANOS DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

Este sincero contributo é dedicado a todos os meus camaradas (simpatizantes e/ou militantes do Partido Comunista Português) e a todas as mulheres que prosseguem na luta por uma vida mais justa e mais digna. As minhas saudações!

Estive para comentar, há tempos, por esta ligação que posso ter com os meus caros amigos leitores, algo que no comício do PCP na Aula Magna no passado dia 4 de Março foi atenuado. Esse comentário destinava-se a uma tentativa de analisar o discurso do Partido. Apesar de tudo, de forma mais ténue, não deixarei de expor parte do meu ponto de vista, já partilhado por alguns.
Sobre o comício a que fiz alusão, devo sublinhar a emoção despertada em todos os Comunistas… naqueles que viveram os tempos do fascismo, e naqueles como eu que não o viveram “na pele” mas que o vivem diariamente na alma. Confesso que fiquei profundamente emocionado não só com a participação gloriosa do Coro Lopes-Graça, bem como com o vídeo organizado pelo Partido e exposto ao público na Aula Magna. Um vídeo que transportou-nos aos tempos da profunda luta contra o fascismo, às vidas de tantos camaradas (uns anónimos, outros nem tanto) que deram a vida pela morte do fascismo e pela implantação de uma verdadeira Democracia Socialista (que infelizmente tem sido chacinada desde Novembro de 1975, e tal genocídio prossegue nos dias de hoje), ao sentimento que tantos partilharam aquando da Revolução (e que sentimento… literalmente, chora-se de alegria), à maravilhosa Reforma Agrária que se lhe seguiu… e depois às infelicidades que surgiram e que continuam actualmente, aos golpes praticados contra a Revolução de Abril, contra os seus valores, contra todos aqueles que lutaram para que Abril tivesse acontecido. Como vêem, não faço justiça ao dizer apenas que aquele comício despertou uma forte emoção a todos os presentes. Após a exposição do vídeo, foi a altura das intervenções, das quais tenho que sublinhar a de Jerónimo de Sousa, para poder estabelecer o elo de ligação àquilo que pretendo dizer-vos a seguir. Neste discurso, Jerónimo de Sousa não se limitou a “discursar” como tantos outros políticos fazem: falou “com” os presentes e aqueles que quiseram ouvi-lo, e não apenas “para” eles. Comentou-se, como não podia deixar de ser, alguma actualidade como a recente submissão do nosso Primeiro-Ministro à Alemanha e à União Europeia – tendo ele estendido o barrete para pedir esmola à chanceler Merkel, parafraseando o discurso do secretário-geral do PCP.

Discuti com algumas pessoas, e entre elas algumas concordaram comigo. Mas não sou o iluminado que chegou à conclusão… apenas dou continuidade à luz que despertaram. No meu caso particular, foi com a intervenção de um camarada da minha organização que “vi a luz” (ou “uma parte da luz”) do problema que existe com o meu nosso Partido. Esse, é o teor discursivo. A ver de alguns, e que partilho, o Partido fala muito para os seus militantes, mas esquece-se de que há muitos que não são militantes… e isso é condição suficiente para que não percebam e/ou não concordem com os pontos de vista proferidos pelo PCP. Por mais que estes temas sejam estudados e aprofundados, não é toda a gente que compreende a nossa opinião (“nossa”, do PCP – visto que sou militante deste Partido) sobre os “mercados internacionais”, sobre “as políticas de direita”, entre outros temas. E não basta proferir os nossos pontos de vista por meias palavras, pois nem todos são conhecedores da plenitude das nossas opiniões, projectos, propostas, etc. Ou seja: o Partido tem que se dirigir mais ao povo em geral. E uma coisa que eu acrescento, é a escassa intervenção praticada junto da população – seja qual for o motivo para tal (porque há vários, mas não me irei prolongar sobre isso não só porque não devo, como também porque acho escusado para este sincero contributo). Não basta (não deixando de ser necessário) que se coloque as nossas propostas (escritas em papeis de diversos tamanhos e grafismos) nas caixas de correio da população e ter a esperança de que esta leia, perceba e concorde. Para começar, a maioria não lê… posso falar pelo universo do prédio onde moro, e onde sou indirectamente discriminado desde que souberam da minha filiação política aquando fiz parte das listas de candidatos à freguesia onde moro, que só num ou em dois pisos deste lêem (ou não deitam fora no nosso contentor…) o que partilhamos com eles; ao mostrar a amigos e/ou à minha família, por vezes levantam-me questões pertinentíssimas e cujos temas devem ser melhor explicados nos comunicados; por fim, dependendo da explicação e do cérebro de quem a recebe, talvez concordem.

Mas isto é extremamente genérico… se o caro amigo leitor me permite, vou-me cingir agora a um universo que considero mais importante… os jovens, quer os da minha geração, quer os de geração imediatamente posterior, quer os de gerações mais novas que a minha. Procurando estudar sociologicamente a sociedade que me rodeia, verifico que, em bom português, os jovens deste país não querem saber de Política para nada (salvo raras excepções, nas quais me incluo pois desde os 12 anos que me interesso por Política, desde os 14 anos que procurei um partido com que me identificasse, e só aos 17 anos encontrei-o e desde então que estou com ele como militante – o Partido Comunista Português; foi por decisão estritamente pessoal, e sem quaisquer influências, que me juntei ao PCP). Aliás, diga-se de passagem, os jovens querem cada vez mais saber menos… seja do que for. Mas por culpa de quem? Posso adiantar desde já que a culpa não é estritamente dos pais (apesar de estes não deixarem de ser culpados). Basta analisar-se o que passa nos nossos meios de comunicação social (principalmente a televisão) para compreendermos o porquê – mas só para começar. Ou é aquilo a que chamo o “programa idiota”, ou são as toneladas de publicidades para jogos e outros tipos de consumismo, ou é a falta de programas educativos… enfim, uma autêntica lista de Schindler. No meu tempo (tenho 20 anos de idade), ainda havia desenhos animados de cariz educativo, e até programas “para divertir” com algum cariz educativo… hoje, a chamada “Geração DragonBall” e posteriores carece desses programas. Mesmo em brinquedos, só vemos aquilo a que chamo “brinquedos para a estupidez”, destacando as consolas cujos jogos, na sua plenitude, são de guerra e violência desmedidas. Podem chamar-me de antiquado… mas há quem me chame de racional, contra a ideia daqueles que me chamam de antiquado. Não maço os meus amigos leitores com a experiência pessoal, descrevendo com o que é que me divertia – mas terei todo o gosto em expô-lo em local mais próprio.

Outro dos problemas é o combate massivo à Educação. Como disse há tempos Medina Carreira, Portugal parece uma fábrica de doutores. Eu corrijo este argumento, pois não vejo doutores nenhuns. Vejo muitos com o título, mas muito poucos com o mérito – e portanto, não há doutores, mas sim muitos DR’s (leia-se “dê-erres”). Eu frequento a licenciatura de Direito (sou terceiranista no regime de Bolonha dos 4 anos de licenciatura), e acho ridículo que se possa ser licenciado em Direito em apenas 3 anos. Aliás, já acho ridículo o regime em que me obrigam a frequentar a licenciatura – sou apologista do antigo regime em que a licenciatura era de mais anos. A preparação e o Ensino eram diferentemente melhores, apesar de não serem perfeitos (nunca o foram). E portanto, como é bom de ver, concordo com a opinião do Dr. António Marinho e Pinto, que penso seja bem conhecida e portanto não vou alongar-me expondo-a. Mas se este problema se limitasse ao Ensino Superior, menos mal… mas este defeito começa no próprio Ensino Básico. O incentivo à Cultura e à descoberta do Conhecimento por auto-recriação é nulo, e já no meu tempo era escasso. Trata-se os jovens como se fossem bebés, ao invés de os preparar para a vida futura e para o desenvolvimento pessoal. Elimina-se a opção de os jovens serem obrigados a pensar por si – sempre me recusei a que “me dessem a papinha à boca” (passo a expressão), mas hoje todos, inclusive os pais, fazem isso aos jovens. Fora outras questões. Que fazer?
As bases devem ser dadas em casa. Os pais têm que obrigar os filhos a pensar por si. Obviamente que não é desde que nascem, pois senão nem sequer seria possível aprender-se a andar. Mas a partir de umas bases mínimas (faça-se uma analogia para “teorias”), há que incentivá-los a desenvolverem essas mesmas bases (faça-se uma analogia para “práticas”). Lenin escreveu e disse: “A teoria sem a prática de nada vale, a prática sem a teoria é cega”. Reflictam sobre isto. Para os jovens, deixo um conselho, que é algo escrito por Karl Marx, que reflecte bem qual a minha opinião sobre o estado de Portugal actual e da sua juventude: “Os homens fazem a sua própria história, mas não o fazem como querem... a tradição de todas as gerações mortas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos”.

Para concluir, o Dia da Mulher. A sua história é um exemplo, e partilho-a convosco pois acredito que muitos a ignorem. No dia 8 de Março de 1857, as operárias de uma fábrica de tecidos situada na cidade norte-americana de Nova Iorque fizeram uma grande greve, tendo ocupado a fábrica e começado a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como a redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam então 16 horas de trabalho diário), a equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem para executar o mesmo tipo de trabalho), e o tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. Diga-se de passagem que a manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num acto totalmente desumano. Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de Março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem às mulheres que morreram naquela fábrica em 1857. Mas esta data só foi oficializada no ano de 1975 pela ONU. É de facto importantíssimo assinalar esta data por aquilo que a luta destas mulheres (e de tantas outras como Catarina Eufémia, Carolina Beatriz Ângelo, e tantas outras por esse mundo fora).

A todos os Comunistas e a todas as mulheres, reitero as minhas saudações, com umas palavras que escrevi num dos projectos que tenho para futuros livros da minha autoria: “A vida sem luta é o perfeito estado de coma”.

Fernando Barbosa Ribeiro
(oabismodeportugal.blogspot.com)