quarta-feira, 16 de agosto de 2017

05 - POEMÁRIO * O interminável caminho



TEMPO REBELADO


O interminável caminho



Para um futuro sem amos nem fronteiras



Dos longes sem memória definida,

ainda este sabor de sal e lama

nos chega das entranhas e se inflama…

na carne viva dói tanta ferida!



Se nunca nos cruzámos nesta vida,

a mesma estrela-guia foi a chama,

foi/é a mesma luz que se derrama

na noite quase em dia convertida.



Tu foste até tombar, eu te levanto,

a ti e aos mortos todos que estão vivos,

para cantarmos juntos a manhã!



Lavremos esta terra – campo santo,

memória de caídos e cativos

e glória das auroras do amanhã!





José-Augusto de Carvalho
Alentejo, 13 de Agosto de 2017.

05 - POEMÁRIO * Nostalgia


“TUPHY VIVE!”

Nostalgia




A nostalgia que vem

cruzando este mar azul

traz-me o Cruzeiro do Sul

no sorriso do meu bem.



O sorriso que perdura

além da perda de nós

e me fala de ternura

como se tivesse voz.



Tanto céu e tanto mar

na ousadia definida

da urgência de navegar!



Fica a promessa cumprida

de em lágrimas te sonhar

enquanto a vida for vida!





Tuphy Mass
Al-Ândalus, 15 de Agosto de 2017.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

05 -POEMÁRIO - Amigos!


QUE VIVA O CORDEL!

Amigos!




Amigos, venho por bem!

Atravessei este mar

por saber que o tempo tem

hora em que fica refém

de quem nos quer dominar.



Não é tempo de folgar

nem de ver passar a banda. 

É tempo de recusar

manobrismos de quem anda

querendo nos enganar.



Os relógios acertemos!

No momento --- à hora certa,

sem hesitação, ousemos,

porque o dia só desperta

quando o dia amanhecemos.



Sem nós não havia nada!

Do pão que todos comemos

até à nossa morada…

Se é assim, por que perdemos,

no jogo, sempre a parada?



José-Augusto de Carvalho
Alentejo, 14 de Agosto de 2017.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

05 - POEMÁRIO * Ansiedade


"CLAVE DE SUL"

Ansiedade






De um manto de papoilas nasce o canto.

E sangram as palavras, sangra a voz.

Maduro canto que do chão levanto

p’ra vir cantar na voz de todos nós.



Um canto antigo de polifonia

que vem da mais recôndita raiz,

no canto matinal da cotovia,

dizer-nos o que mais ninguém nos diz.



No céu, ateia incêndios de futuro

a luz da antemanhã que se aproxima.

E eu, numa instante azáfama, procuro,

p’ra cada verso, a mais ardente rima.



Amado berço, minha vela ousada,

que te demora o sonho da largada!




José-Augusto de Carvalho
Alentejo, 1 de Agosto de 2017.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

(A) MAR...(A)MAR.... MUITO (A)MAR .. MAR!..MAR!....







A MULHER E O HOMEM INTEIROS SÃO TODA A HUMANIDADE!




O COSMOS É : (A)MAR, TERRA, FOGO  AR!




AS SOMBRAS SÃO SIMPLESMENTE SOMBRAS. ETERNAMENTE!



O TREVO DE 4 PONTAS É TODA A VIDA!


atè 13 DE GOSTO
asilva


domingo, 30 de julho de 2017

RECLAMAÇÃO POR FALTA DE UMA RESPOSTA -SOS- FUNDAMENTAL AO POVO DE PEDROGÃO






Camaradas e amigos

Sobre esta missão cumpri o meu dever. Enviei uma reclamação ao Provedor de Justiça

Talvez outrem mais competente, com melhor verbo etc etc o devesse fazer ou não. Entendi ser meu dever de cidadão -militar e antigo psicólogo, recebi o encorajamento sentido e profundo dos nossos comandantes Serafim Pinheiro e António Moura, as palavras fortes dos nossos camaradas Lameirinhas , Carvalho e Vítor Pássaro, o nosso camarada Heitor sugeriu a alguns membros da AOFA que pensassem no assunto.... e, mesmo, ontem de autarcas e outros cidadãos... e avancei...

Missão cumprida e se algo foi, é ,ou está derrotado, de certeza , que não são os que amam o seu povo e servem a sua Pátria,.

Da minha parte o que mais sinto nisto tudo é um grande cansaço, mas soldado é soldado, e a PÁTRIA RECLAMA melhor e mais cuidada atenção à coisa pública, não pelas demissões das funções militares, mas pelo vero combate do militar que nos anos de 60 ensinavam nas Academias Militares , e foi por essa formação que estive no 25 de Abril 74. O que vi e vivi em Angola foi algo diverso do que apreendi na AM, e, assim, logo em Novembro 72 dizia BASTA!, de que é testemunha o aerograma que escrevi para o nosso e meu camarada de Curso Custódio Pereira.

Boas férias e porque é Agosto de 1 a 13 de Agosto estarei longe do computador
Abraços

joao
PS:


Aerograma de Angola 13 Novembro72

AEROGRAMA DE ANGOLA

BREVE INTRODUÇÃO

“ Perante tanto ruído, eu, em 1972, Alferes de Artilharia, sem ser génio militar, perante a desorganização da guerra, a falta total de portuguesismo das populações, a desmotivação dos militares, a incompetência de alguns comandantes, a falta de meios: armamento e transportes e a ausência adequada de formação dos militares, nomeadamente dos oficiais, pronunciei-me sobre a derrota militar e política da guerra colonial.

Dou conhecimento desta carta, já que muitos falam do hoje para o ontem, pretendo falar de antanho para hoje, talvez seja estúpido, mas segundo a psicologia não há memórias puras nem fidedignas sobre o passado, são sempre construções com um misto de real, ficção, mais o que se foi acrescentando por ouvir dizer e até sonhar. Contrariamente, os documentos produzidos nesse passado retratam o exacto pensamento daqueles momentos. Será que os que tanto falam sobre o passado não escreveram nada na altura, ou será que alguns cantavam Hosanas a esse passado e agora querem escondê-lo, ou pior branqueá-lo?

NOTA: algumas palavras foram suprimidas, porque apesar de serem a linguagem mais precisa e honesta( continuo a pensar que o são) poderiam ferir sensibilidades, e para não usar a bolinha vermelha, lá vão os pontinho, percebe-se muito bem o porquê do português vernáculo, claro…

Damba 13 Novembro 72

Caro Pereira ( hoje, coronel de artilharia Custódio Pereira)

Recebi a tua carta e mais uma vez apercebi-me que todos nós andamos a sentir o mesmo. Andamos a sofrer do grande mal que é a frustração, aliás, os meus sentimentos, ideias e pensamentos acerca de toda esta história estão bem patentes na carta que há dias te escrevi, e, que, por esta altura já devias ter recebido.

Quanto aos golpes de toda esta malta já nada sinto, pois que numa guerra destas, sem história e sem futuro, ou MELHOR SEM OUTRO FUTURO que não seja o FRACASSO ABSOLUTO, parvos são aqueles que cumprem o seu dever e arriscam a vida. Não te metas pois em becos sem saída, manda esta …. toda para …..,pois toda esta gente tem pleno conhecimento de quanto se está a passar, e cada vez mais nos …….

Caro Pereira perante tão evidentes factos começo a sentir vergonha de pertencer a esta comunidade que PASSIVAMENTE TUDO ACEITA, só falta que ….. em cima de nós no real e efectivo sentido, pois tudo o resto já fazem sem rodeios.

A propósito da minha promoção ( a tenente) chegou há dias uma nota a referir que tinham enviado o meu processo para a 1º Repartição, claro que fiquei surpreendido, porque vocês fizeram mil e tantos exames médicos, e eu não fiz nenhum, talvez seja o principio do equilíbrio natural das coisas, segundo parece esta ….. até tem algumas leis cientificas que a vai regulando.

Quanto ao fim da nossa comissão….. é de todo conveniente que o teu batalhão procure saber o mesmo, pois que cada um de nós pode ser, que dentro de todo este sistema, pertença a guerras totalmente diferentes.

NOVAMENTE TENHO EM MENTE A EFECTIVAÇÃO DE UMA REUNIÃO COM TODA A MALTA DOS POSTOS SUBALTERNOS, A FIM DE EXPORMOS A QUEM DE DIREITO A NOSSA MISERÁVEL SITUAÇÃO, E EXIGIRMOS A TOMADA DE MEDIDAS POSITIVAS E IMEDIATAS.

Veremos o que se conseguirá, mas isto não passará de mais um sonho de uma cabeça louca.

Não sei, mas sinto-me à beira do colapso, quando penso em toda esta …., até parece que dou em louco, pois nunca me senti tão inútil na vida, como aqui e naquele período em que em Vendas Novas, feito burro e animal sem personalidade andei com o parvalhão do A. a pintar paus, … que o ….., mas foi ele o 1º gajo que deu as dimensões do nosso papel – o de construtores de …… – é de dizer como o outro que …. de hipótese.

Do
A. da Silva

PS:
Sobre os tristes e lamentáveis episódios, acima referidos que tiveram lugar no fim do nosso tirocínio, com flagrante desrespeito por compromissos assumidos, esclareço que, em 1971, o curso de Artilharia, de que era o seu chefe, recusou-se colectivamente a fazer as provas  curriculares do pentatlo no final do tirocínio do curso, apesar de todas as ameaças de que nos aconteceria isto e aquilo, segundo, o capitão director do curso que acabou por chegar muito, muito, longe,

Nos idos do 25 de Abril defendi este capitão, quando na unidade o queriam sanear. Defendi-o com base em duas premissas: era estimado pelos militares que comandava, era tecnicamente competente e dedicado, e estes dois factos são para mim determinantes para o bom juízo de um comandante. Nunca os questionei, como aos militares que comandei, como aliás, com toda as pessoas com quem me relaciono ou  com quem me relacionei quanto ao seu partido, ideologia ou religião, por mais intima que tenha sido essa relação, como nunca prejudiquei ou beneficiei alguém por qualquer daquelas circunstâncias ou outras.



quinta-feira, 27 de julho de 2017

DOR; REVOLTA, VERGONHA. PORTUGAL!







SINTO DOR, REVOLTA E VERGONHA : FORÇAS ARMADAS DE ESPANHA EM PORTUGAL, E AS NOSSAS, ONDE ESTÃO? QUEM SOMOS?

Por Portugal ,pelos Portugueses que os Portugueses vivos, não escravizados, submetidos, ou vendidos se mexam e exigem que Portugal RENASÇA da Pandega e do abandono a que estamos subjugados.

PORTUGAL-PEDROGÃO!

Solicitei ao General Chefe do Estado Maior do Exército que fosse mobilizada para o teatro de Pedrogão uma força de engenharia e psicólogos militares, depois .dirigi este pedido ao Comandante Supremo das Forças Armadas e à Assembleia da República. Todos se calaram, e a Assembleia da República respondeu-me - que tal pedido nada tinha a ver com a Assembleia -claro-escuro, obviamente.

Hoje, vou apresentar a respectiva reclamação ao Sr, Provedor de Justiça. Todavia nesta diligência nenhum cidadão me acompanhou junto do Presidente da República, à excepção do grande camarada de Abril, antigo Furriel ,Vitor Pássaro, mas outros até concordam que aquela força É UM IMPERATIVO, mas....

Ao não darem este meio ao povo de PEDROGÂO CHORO DE DOR E REVOLTA, embora, possa ser RIDICULARIZADO , pelos que assaltam o poder, servindo-se do escadote dos votos de 50% dos portugueses.

AS FORÇAS ARMADAS PORTUGUESAS ESTÃO ALGURES OU NENHURES.?????
Mas alguém foi pedir a Espanha apoio das suas Forças Armadas, e, assim, já está em Portugal uma força especial de 250 militares, constituída para agirem na defesa do seu povo em situação de tragédia, e dos povos amigos .Espero que os que nada fazem para que algo aconteça a não serem fazer politiquice SINTAM A DESONRA E A VERGONHA DESTA SITUAÇÂO. SENTIRÂO???????????

Por Portugal ,pelos Portugueses que os Portugueses vivos, não escravizados, submetidos ou vendidos se mexam e exigem que Portugal RENASÇA da Pandega e do abandono a que estamos subjugados.
Deixem-se do paleio retórico sem conteúdo de mera politiquice, para ficarem bem na fotografia dos donos disto tudo.

Pensava que Portugal era do Povo, mas...

Não se confundam e não procurem confundir a gentes dignas . O populismo tipo trump é os seguidores do PSD/ CDS dizerem que qualquer coisa é TUDO, O DIABO, o FIM, quando fizeram pior; e também é a desonestidade dos seguidores do Governo que fazem de tudo , sempre, um nada. Estas atitudes são matar Portugal!



PS: Mas o toque de clarim a reunir as Forças Armadas junto do seu povo nas tragédias soou em 1980 nos Açores, porém, todavia, contudo , os ouvidos são moucos, os corações empedernidos, as almas perdidas... logo:

http://www.cmjornal.pt/mais-cm/domi...

    Serafim Silveira Pinheiro Solidário com a "dor e revolta" do meu Coronel Andrade da Silva. Caro João, Amigo, camarada de Abril, enquanto o "nobre Povo se não levantar de novo" gente indigna continuará a desgovernar e a ignorar o clamor dos bravos patriotas que restam . O vento não levará tuas palavras. No dia em que a Dignidade voltar a tua honrada acção será contemplada. Forte abraço.
    João Andrade da Silva Caro camarada Serafim 1º saudar a tua presença e a tua dignidade, mas a estupidez, a cobardia e o dinheiro lavam tudo. Para ti caro comandante aquele abraço e melhoras grande camarada de Abril invicto. Aquele abraço.